sábado, 5 de junho de 2010

Para alguém.


Por que as pessoas parecem ser tão felizes na televisão? Digo, elas parecem ter a vida perfeita, tudo o que querem. Por que elas não tiram esses sorrisos idiotas da face e fingem que são normais? Ninguém pode ser feliz desse jeito. Ou melhor, ninguém pode ser feliz quando eu não estou feliz. Não que eu seja egocêntrica, é só que... é completamente infeliz ver as pessoas sorrindo quando você está chorando.

A felicidade é um sentimento que há muito tempo eu não sinto, creio que eu já estou até me esquecendo como é ser feliz, e isso me mata aos poucos.


Talvez, a pior coisa em se envolver com alguém seja estar envolvida, completamente sem saída, presa. E quando se está completamente envolvida nada no mundo importa. Você não liga se o oxigênio faltar, ou se a água do planeta acabar, ou para qualquer outro problema global; você nem ao menos se importa com a sua própria felicidade, pois você não quer estar feliz, você quer fazer o outro feliz. Você quer que a pessoa por quem você está envolvida também se envolva por você.

E creio que esse foi o meu erro. Eu não deveria ter me envolvido, eu não deveria viver para fazer outra pessoa feliz. Por que agora que ele sumiu, sem nenhuma explicação ou aviso prévio, eu não vejo mais motivos para sorrir, ou para viver.


E aqui estou eu, deitada em meu sofá, assistindo algum programa ridículo na televisão, assim como fiz durante todos os outros dias que estive sem ele, durante as semanas em que não escutei a sua voz e nem senti sua respiração. Esses três meses sem ele foram realmente torturantes e longos.

Mas... por mais que eu já esteja, de certa forma, acostumada com essa minha rotina de solidão e sofrimento eu não consigo perder a droga da esperança que habita o meu peito. Esperança de que tudo seja um mal entendido, de que ele irá voltar e dizer que me ama.


O telefone toca e eu pulo do sofá, assustada. Pousei minha mão no fone, enquanto ele ainda tocava. Uma, duas, três vezes. Eu não queria atender. Algo me dizia que era ele do outro lado da linha, e por mais esperançosa que eu estivesse, eu tinha medo do que poderia acontecer em um possível reencontro, eu tinha medo das palavras que ele poderia dizer, eu tinha medo que ele disse-se ‘adeus’. O telefone continuava tocando. Quatro, cinco, seis vezes. Minhas mãos tremiam e minha respiração estava acelerada. A curiosidade crescia dentro de mim, eu precisava saber se minha intuição estava certa. E então, tão subitamente quanto começou a tocar, parou. E eu respirei aliviada, me jogando novamente no sofá.



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Escrevi esse texto faz muito tempo... Em novembro do ano passado, para ser mais exata.

Como a maioria das coisas que escrevo, isso era uma parte de uma fic, a qual não cheguei a terminar, e não... Ela não será finalizada.

Mas eu gosto tanto dessa parte! Parecia um desperdício deixar um texto que eu gosto tanto escondido em meus arquivos .-.

Espero que vocês tenham gostado :D

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